segunda-feira, 28 de abril de 2008

"A INCRÍVEL JORNADA DE ALICE CRISTINA NO MUNDO DOS ADULTOS"

Do Diário


Eu poderia escrever isso de diversas formas. Mas vou lá.

Oi, eu sou Alice e estou começando a escrever um diário. eu num sei bem ao certo o q escrever, sempre axei essa história de "querido diário" 1 saco e algo meio ridículo. Além do q, o diário é + um espaço p q nós, garotas, + um espaço para flar nossas bobeiras, colar o gato da revista do mês, fla da bronca q levou dos pais pq fez algo q num devia, daqle gatxinhu q ficou esquisito c o cabelo de emo ou da minha franja q não fica lisa de jeito nenhum...
Mas vou lá, seguindo conselhos vou começar a escrever.
Num me axo diferente das outras garotas, mas tem coisas q num entendo pq são assim.

E aki espero ter algumas respostas...
bjussssss
Alice

domingo, 20 de abril de 2008

"A INCRÍVEL JORNADA DE ALICE CRISTINA NO MUNDO DOS ADULTOS"

Prefácio

Tudo começou, e é assim que toda história se inicia. Ela tem começo, meio e um fim. Não tenho certeza se este final realmente um dia existirá. Só sei que se inicia e desde o seu princípio todos os acontecimentos e pensamentos, dúvidas e sensações, novas descobertas, cada decepção, a dor, novas vontades e limitações, tudo, tudinho mesmo vem e te joga em um tempo indeterminado e instantâneo: o agora.
Este "agora" é uma illusio entre o ontem e o amanhã. A cada passo estamos mais perto de algo. O que é esse algo? Um dia saberemos.
E é assim que descrevei o diário com as reflexões de Alice Cristina. Ela é uma adolescente ou uma criança de 13 anos. Vocês classifiquem e não ficarei muito preocupada em demarcar isso. O que me interessa aqui é perceber o quanto a vida dessa garota é interessante. Estudante, filha de pais separados, ela se descobre em um mundo paralelo em seu diário e a partir desta relação reflete sobre a sua condição no mundo.
Grandes sonhos e todas aquelas palavras clichês sobre esta fase da vida - adolescência - não fazem sentido aqui. Quem falará aqui é a Alice e não um monte de educadores e psicólogos ou qualquer pessoa do tipo falando as "duvidas e benesses" dessa idade.
Ela tem que viver no dia a dia com as contradições que se apresentam na sua frente. Sem essa que é uma "fase de experimentar". É fato - Alice está crescendo e indo para algum lugar.
Mais importante: ela não tem a mínima noção de tudo isso. Ela caminha.
Apesar das amigas e amigos, ela sente que algo não está legal e escreve um diário. E é apenas isso que irei relatar aqui.
Prá começo de papo é isso, acho.





PS 1: Todo fato ou acontecimento não passa de uma mera semelhança, já que a história é baseada em fatos reais.

PS 2: Não, os fatos reais não são meus. Não estarei escrevendo nada aqui que se reflita de minha vida pessoal. Mais uma vez, quem escreve aqui é a Alice, a menina que eu falei acima.

PS 3: Toda brincadeira tem um fundo de verdade...

domingo, 13 de abril de 2008

Do cansaço inerente às coisas (cont.)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Do cansaço inerente às coisas

É incrível como são as coisas.
Não aguento mais andar pelos mesmos caminhos. Passar pelos mesmo lugares. Ir as mesmas festas. Ver as mesmas pessoas. Até conhecer outras que no fundo são iguais, entram no mesmos esquemas para se enturmar. Passar pelos mesmo problemas, inquietações a cada vez que conheço outra pessoa.
Tento fazer algo diferente e me meto em uma confusão pior ainda. Ao me inserir em outros espaços você tem a nítida percepção de que vive numa "bolha" e que a "realidade" pode ser mais cruel.
Me pergunto: É ruim isso? Estou disposta a isso?

Acho que estou aqui nessa cidade tempo demais. Tá na hora de ir embora...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Uma música p/ animar a noite...rs

Mariane - Legião Urbana


I've been working all day
I've been thinking a lot
I've been doing some things
That are not quite right
I've been thinking about you
I've been thinking about you
When will you return?

I've been working all day
I've been thinking a lot
I've been lost in the morning
I don't know what it costs
Will you find me there?

And I guess it's just a phase
I don't know where I'm going


I've been working all day
I've been thinking a lot
I've been lost in the morning
I don't know what it costs
I don't think about you
I will be able to do
Will you let me be?

And I don't know where I'm going
I guess it's just a phase...

domingo, 23 de março de 2008

Listinha...

1. perfumaria
2. loja de bolsas
3. supermercado - compra básica
4. escola de inglês
5. dar uma volta naquela loja de roupas barateira
6. loja esotérica - incensos
7. tabacaria
8. passar sacolão de verduras
9. ver chave tetra e durepox
10. ver celular



eita vidinha besta meu Deus...


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Da vingança...

Hoje é um outro dia.
Abro bem a janela e aproveito a luz do sol. Arrumo o quarto. Retiro o lixo.
Desço até a cozinha, tomo o meu café sem açúcar. A cachorra vem brincar comigo, pula e esfrega a sua cabeça contra a minha barriga.
O vento leva toda a fumaça embora. A luz do sol fica mais forte.

Volto ao quarto.

Ligo o som mas estou indecisa sobre qual música escolher.
Coloco o último cd da banda que mais gosto, logo na música 9.

Lembro no que eu descobri ontem e de que forma tudo começou a se encaixar - as respostas evasivas, os sumiços, os recados...
Será que tudo é tão previsível. Desde o primeiro momento tive certeza do que se tratava.


Quero apagar as lembranças!
Retiro tudo o que disse. Retiro tudo o que eu imaginei. Deleto mensagens. Excluo imagens.
Não quero deixar mais informação nenhuma. Mudarei de ares, de atividades, de pensamento, de pessoas.


Dentro de mim um pensamento cresce cada vez mais: isso não irá ficar assim...

(poeminha da tarde, pensando no comentário acima...)



A hora do cansaço - Carlos Drummond de Andrade

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.


Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.


Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.


Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Pensamento antes de dormir...

Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...
Não irei ligar...





pego celular e desço correndo a escada sem fazer muito barulho, teclo o telefone...
chama, chama, chama, chama - caixa postal.
E eu só queria dizer oi.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

De não interpretar o que será interpretado

Um susto!

Não esperava essa reação, essas palavras.

Depois disso veio o silencio.













O frio na barriga que dói.
As palavras que surgem na cabeça e as mãos estão nervosas. Não pensam no que deveria não ser dito.











O silêncio no ambiente. Apenas aquela música que você estava ouvindo, que reverbera dentro de sua cabeça, que pensa no que foi dito...












As mãos continuam impacientes. Aguardo. Volto a digitar. Agora penso em cada palavra e tento organizar as idéias.














A resposta vem, não é nada disso que eu estava esperando.
Paro e releio o trecho, nada faz muito sentido. E estou cansada de falar sobre isso.













Me despeço, ponto final.